A bela sinfonia do Foda-se, é assim que vou sempre lembrar
esse livro.
Lobo foi surreal na verdade de sentimentos, foi visceral no
amor e nas dores.
Imaginei ele escrevendo as poesias com sangue nos olhos, com
raiva, com alegria e amor, tudo junto e misturado.
É fácil ler algo profundo, de uma verdade reluzente, e não
sentir e pensar, “é isso mesmo”.
É mágico poder ler sem filtro o que cada poesia quer dizer,
entender a profundidade de cada parágrafo... esse livro me fez viajar e
compartilhar emoções.
Entre Karma que tô karmo, o Tambor, Sonata de Ré Menor para
Solitude, e Cânticos para Ninguém Escutar, mergulhei em poesia e filosofia pura
e sem travas.
E a playlist de músicas? Lobo fez uma playlist no Spotify com
as músicas de suas poesias, ou poesias de suas músicas, não importa... o que importa
é que quando ouvi ele cantar, cada palavra tinha som e voz do próprio autor.
Foi corajosa e nua a forma como as poesias tiradas de suas percepções
e experiências se tornaram tão profundas e reais a cada página.
Escrever dessa forma, nos coloca despidos de tudo e abertos
e livres para sentir e pensar em tudo e sobre tudo.
No Suflê de Opinião me deparei e me identifiquei com o
óbvio, o insano e o libertador.
“sim, eu gosto de silêncio
Não, eu não gosto de multidão
Sim, eu prefiro os livros
Não, eu não me assusto com a solidão”
Esse é apenas um parágrafo de uma das poesias...
E faz tanto, mas tanto sentido, que fica impossível não ler “A
Sinfonia do F#da-se” e continuar sendo a mesma pessoa.
Sim! Todos os seres merecem ler esse livro.