A infância da Filosofia – Pitágoras
A história fala por si só, Pitágoras já foi para alguns, líder cultural, religioso e também é considerado o mais destacado dos filósofos antes de Sócrates.
Teve embates frenéticos com Aristóteles, oposições avassaladoras, e seguidores e multiplicadores de seus conceitos cegos e concretos.
Pitágoras foi tão e até hoje reverenciado por sua teimosia com os números, mas foi também suscetível reivindicador de muitas perspectivas, pois não deixou um único texto e de cuja existência chegou a se duvidar durante algum tempo. Isso tudo teoria da conspiração é claro.
O fato é que ele pensou fortemente fora da caixa, foi muito além do seu tempo.
Esse livro fala não só dele, mas faz uma analogia ampla da vida e obra pitagórica e pré-socrática, essencial para os amantes da filosofia e da construção do pensamento cientifico e filosófico.
“Todo avanço da lucidez é um sinal da nossa grandeza e não um argumento a favor da nossa redução!”
“A Matemática se encontra por trás de todas as coisas mais heterogêneas e, de fato, por trás de todas elas.”
É tanto aprendizado e tanta forma de ver o mundo e as condições vividas, que é enlouquecedor não pensar e racionalizar cada pensamento.
Pitágoras veio na contramão de grandes filósofos como Aristóteles por exemplo, ele tirou muita gente da zona de conforto e os tira até hoje, me tira da zona de conforto.
Não só pelo simples fato de que é muito difícil se resumir toda uma existência baseada em números, mas essencialmente porque provoca esse pensamento e essa essência.
É difícil sair de padrões pré-estabelecidos, e esse livro vem e mostra que sim é possível, mas tem que ter coragem e ler o que não faz muito sentido, internalizar e buscar o algo vazio e cheio de possibilidades.
Demócrito diz e exemplifica essa controvérsia: “sem os sentidos, não há inteleção possível, mas, sem a inteleção, os sentidos apenas nos proporcionam aparências.”
É um convite a mergulhar nas profundezas históricas matemáticas com uma boa dose de supremacia da filosofia.