Conheço a Rose há mais ou menos uns 5 ou 6 anos, e sempre tive admiração por ela: empreendedora, disciplinada, um ser humano excepcional.
A conheci através de um grupo de mulheres empreendedoras, a UME, de Balneário Camboriú.
Mas ao ler o Liberta, não conheci somente uma história, conheci uma mulher que eu ainda não conhecia.
Esse livro é uma autobiografia, e foi na escrita que ela mergulhou em seu passado e recontou sua história.
Seria muito clichê ficar falando da sua força, coragem, bravura e superação, pois o livro já fala sobre tudo isso.
Aqui quero falar de uma narrativa real e avassaladora, com requinte de terror, medo, abuso, dor, lágrimas e tristezas. Esse livro trata disso, mas revela também o amor.
Lembro da alegria com que a Rose me contou que estava escrevendo seu primeiro livro. Lembro-me daquele olhar que queria gritar ao mundo: “minha história, minha vida, minha superação.”
O que tem de mais forte nesse livro é o não desistir, o não ficar por ficar. O livro fala do escolher mudar sempre que for necessário, mesmo sem ter ferramentas, inteligência emocional, dinheiro, sonhos, rotas, planos, estrutura ou qualquer coisa que possa ajudar... só uma certeza: é preciso mudar, é preciso fugir.
Eu sei exatamente o que é resiliência, vivo isso intensamente, mas o que li nesse livro é um nome que ainda não está na nossa literatura, e nem em nosso vocabulário. Nem sei o que chamar, mas com certeza, coloca tudo num pote: resiliência, coragem, raiva, medo, dor e ação, mistura tudo e ainda não temos um nome, mas é isso tudo isso o que a Rose fez!
Uma mulher não deveria passar (nem de longe) por 1% do que a Rose passou. Mas somente uma mulher seria capaz de passar por 100% do que ela passou, e ainda escrever um livro e andar de cabeça erguida, treinar, ser linda e acima de tudo usar batom vermelho.
Rose te admiro, te respeito e te honro! Tu és a força que toda mulher tem, mas que muitas não sabem usar.
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